Nosso poiso no Uíge...
A piscina, à noite....

Sede do Governo Provincial

O antigo Estádio do Clube Recreativo do Uíge (CRU), onde meu pai brilhou como futebolista, na década de 60. Hoje, como se pode ver, é o Estádio 4 de Janeiro, bem melhor do que foi no passado : relva, muro, tribuna VIP, balneários...um mimo !

Um ângulo da cidade, captado a partir do passeio do Palácio do Governo.

A Rua do Comércio, no começo. Da velha rotunda de Ricardo de Matos Gaspar (RIMAGA) em direcção à Igreja da Sé

Lá em casa, minha mana Lena e marido, Nicolau das Neves....o tio da cidade, o homem que me descobriu e me introduziu nas lides do jornalismo, em 1978 !

A casa onde vivi no Tomessa. Construimo-la em 1966 e toda a família aqui encontrou poiso,amor e educação , até que começou a dispersão natural da vida. Saí do Tomessa em 1979, aos 18 anos.

O imponente Palácio do Governo do Uíge. Aqui viveram homens como Altino de Magalhães, Rebocho Vaz e outros. A guerra não poupou esta jóia da arquitectura , verdadeiro símbolo do poderio económico-financeiro das terras do Uíge.

Antigo Liceu Salazar de Carmona, hoje instalações do Núcleo Universitário. Aqui fiz o antigo Curso Geral do Comércio, onde tive a oportunidade de conhecer inteligências raras como a do professor Humberto Pires Lopes (Matemática) e Oliveira (Geografia) -antes da independência de Angola - e Massamba Cardoso, já depois de 1975. Tempos de ouro da Educação !

O emblemático edifício dos CTT. O coração da cidade é aqui, com a concentração dos principais Departamentos que asseguravam a funcionalidade do Estado: Câmara Municipal, Governo do Distrito, Forças Armadas, Agricultura, Finanças....

A arquitectura e o bom gosto. Um ícone da cidade este edifício!

Terreno baldio frente ao Palácio do Governo do Uíge, onde se diz que vai nascer um hotel moderno, o Palácio Hotel

A inocência dos meninos, fazendo o percurso lavra-casa (no caso o Bairro Mbemba Ngango, como eles confessaram) . Encontram-se a 2-3 kilómetros da cidade do Uíge, na estrada que liga o Quitexe à capital da província.

Meu cunhado Fefé maravilhado com a beleza dos lugares que testemunharam a minha primeira infância. Vivi a 300 metros deste sítio, dos zero aos 6 anos de idade, ou seja, de 1961 a 1967.

Pormenor de uma rua do elegante Bairro Popular nº 1, ou Bairro da Piscina como também se conhece. Aqui, exactamente, fica a casa do falecido nacionalista Manuel Quarta Punza

O velho controlo da estrada Negage-Uíge, bem perto do Candombe Novo e do desvio para a minha amadíssima aldeia, o Tomessa.
Terra de fertilidade infinita. Até nos tectos a micro-agricultura é possível. Ousada, intrusa, mas lá está . Se não ajuda na alimentação, ao menos serve para alegrar a vista e dar conforto aos pardais e às andorinhas, que assim têm alcatifa de borla
A estrada renovada. Quando se governa a pensar no progresso, só podem mesmo acontecer maravilhas como esta. Nesta estrada (Luanda-Uíge, 350 km.), há apenas 3 anos atrás, os automobilistas ficavam 2 dias, 1 dia, 20 horas, 12 ....Era a tortura dissimulada em viagem !

O bom das viagens por estrada. Tem-se contacto com a verdade da vida, a realização dos homens simples, a agricultura, o verde, o oxigénio, os cheiros, a mística, a terra vermelha, tudo isso que faz de África o fascínio que é !

Viajar por estrada. Só descobertas....

As abóboras. Aldeola a curta distância da ponte sobre o rio Dange. Quando se chega a este lugar, no percurso Luanda-Caxito-Úcua e destino Uíge, aqui se tem a certeza que estamos a chegar ao fim de nossa viagem. Mais umas aceleradelas e entra-se em território do Uíge, deixando para trás o vasto Bengo

O Uíge e a pujança da sua agricultura. Banana-pão , como geralmente se diz, mas que para nós é -sempre foi - a célebre e insubstituível banana de assar, que foi a alegria dos nossos matabichos na infância, com chá Namuli , Licungo , de limão ou de caxinde....
Vão acontecer as FESTAS DA CIDADE DO UÍGE, de 1 a 7 de Julho de 2008.
Prevê-se a realização de numerosas actividades .
No primeiro dia do programa, será apresentado o romance de Luís Fernando, filho do Uíge - quer dizer, euzinho aqui - intitulado A CIDADE E AS DUAS ÓRFÃS MALDITAS.
Pedacinhos do livro....
Imagens da cidade em festa....
Lugares de Luanda, onde a história aconteceu no século XIX ...
e uma infinidade de motivos , deixo-os aqui para vossa apreciação e deleite....
Ah....muita fotografia como sempre ! Eu amo a fotografia....e a literatura, claro !
